sábado, 31 de outubro de 2009

Drible da vaca

Drible do avestruz

Drible da gazela

Não é para driblar!!!!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Urrrghh!!!


Ele não sabe jogar, ele é "Joselito"

De olho no Gooooool



Olho no lanceeeeee, éééééé.....

Desafio ao "Galo"... futebol de várzea


Grandes 'craques' das vilas pelo Brasil, cuidado o galinho "Zica" está a solto!!

Treino "duro"


É por esses e por outros que o futebol é esporte para "macho...cado"

Mão na bola é pênalti!!!!!

Os dez maiores goleadores da história do Futebol...

Quatro brasileiros estão entre os dez maiores artilheiros da história do futebol, segundo ranking elaborado pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, com sede na Alemanha). Os maiores goleadores do país na lista são Pelé, o líder do ranking, Roberto Dinamite, Romário e Zico.

A pesquisa da IFFHS apenas computou jogos disputados por campeonatos nacionais de primeira divisão. Assim, os números apresentados diferem de outras listas, que consideram gols marcados em amistosos, copas nacionais, torneios regionais, seleções e categorias de base.

As exceções foram os Campeonatos Carioca e Paulista, que receberam status de campeonatos nacionais, pois a CBF só começou a organizar um torneio nacional em 1971. Já na Europa, alguns países promoviam campeonatos nacionais desde a década de 80 do século XIX.

Os dez melhores colocados do ranking de artilheiros da História, pela IFFHS, são:

1º) Pelé (Brasil e EUA, 1957-1977) - 541 gols

2º) Josef Bican (Áustria e Tchecoslováquia, 1931-1955) - 518 gols
3º) Ferenc Puskás (Hungria e Espanha, 1943-1966) - 511 gols

4º) Roberto Dinamite (Brasil e Espanha, 1971-1992) - 470 gols

5º) Romário (Brasil, Holanda e Espanha, 1985-2003) - 461 gols

6º) Imre Schlosser (Hungria e Áustria, 1905-1928) - 417 gols

7º) Gyula Zsengéller (Hungria, Itália e Colômbia, 1935-1952) - 416 gols

8º) James Edward McGrory (Escócia, 1922-1938) - 410 gols

9º) Zico (Brasil, Itália e Japão, 1971-1994) - 406 gols

10º) Gerhard Müller (Alemanha e EUA, 1965-1981) - 405 gols

Fonte: Revista Época (Época Online)

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG63357-6014,00.html

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Acontace nas peladas por aí...

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Futebol no estádio

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História do seu clube...

Santos

O Santos Futebol Clube foi fundado no dia 14 de abril de 1912, por iniciativa de três esportistas da cidade, que convocaram uma assembléia na sede do Clube Concórdia para a criação de um time de futebol. Durante a reunião, surgiu a dúvida sobre o nome da agremiação, mas os participantes da reunião aclamaram, por unanimidade, a proposta de Santos Futebol Clube. O primeiro jogo da nova equipe ocorreu em 15 de setembro daquele ano. O adversário foi o Santos Athletic Club, mais conhecido como Clube dos Ingleses, e o Santos Futebol Clube venceu por 3 a 0.

No início de 1913, o Santos recebeu um convite da Liga Paulista de Futebol para disputar o campeonato estadual daquele ano. Esta foi a primeira competição oficial disputada pelo clube, cuja estreia aconteceu no dia 1º de junho, diante do Germânia. O resultado, porém, não foi nada animador: uma derrota por 8 a 1. Três semanas depois, no dia 22 de junho, o time santista conquistou sua primeira vitória em uma competição, por 6 a 3, diante do Corinthians, em pleno Parque São Jorge.

Desde os primeiros anos de existência, o Santos obteve êxitos memoráveis, tanto em jogos locais como internacionais. Seu primeiro título de campeão paulista foi conquistado em 1935, após um declínio, dois anos antes, em razão da criação do profissionalismo no futebol. Em 1955, após 20 anos sem ser campeão, o Santos voltou a conquistar o segundo título de campeão paulista ao derrotar o Taubaté.

No ano seguinte, chegou Pelé, de apenas 15 anos, e deu novo impulso à história do Santos, levando o clube a conquistas que enalteceram o futebol brasileiro no mundo. O Santos de Pelé praticamente deu a volta ao mundo, encantando torcedores com o futebol de seus craques. Nesse período, o Santos foi bicampeão so Mundial Interclubes, em 1962 e 1963, bicampeão da Taça Libertadores da América, nos mesmos anos, entre outras conquistas.

Com o fim da Era Pelé, o Santos continuou seu caminho de conquistas, sendo campeão paulista de 1984 e campeão da Taça Conmebol de 1998. Mas foi somente em 2002, ano em que o clube completou 90 anos, que o Santos conquistou novamente o Campeonato Brasileiro. O time que conseguiu a conquista foi, basicamente, formado dentro da Vila Belmiro. Os jovens destaques da equipe como a dupla Diego e Robinho se tornaram símbolos de um futebol vistoso e alegre. No ano seguinte, com a base mantida, o Santos chegou aos vice-campeonatos da Copa Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro.

Em 2004, o clube conquistou dois títulos importantes, um com sua equipe principal e outro com o time B criado naquele ano. O time B, dirigido por Márcio Fernandes, foi campeão da Copa Federação Paulista de Futebol, garantindo vaga na Copa do Brasil. Já o time principal conquistou novamente o Campeonato Brasileiro, sob a direção técnica de Vanderlei Luxemburgo, com destaque para Robinho, que o time perderia em 2005, quando o jogador assinou contrato com o Real Madrid, da Espanha.

No ano seguinte, novamente sob o comando de Luxemburgo, o Santos mostrou seu potencial e interrompeu o jejum de 22 anos sem um título paulista, com uma vitória por 2 a 0 sobre a Portuguesa de Desportos. No ano seguinte, com Zé Roberto de volta à equipe, o Santos conquistou o bicampeonato paulista, com uma vitória sobre o São Caetano. Em 2008, o Santos não conseguiu repetir a boa atuação no Campeonato Paulista, encerrando sua participação na sétima colocação. Já em 2009, o clube chegou mais uma vez à final da competição, sendo derrotado pelo Corinthians.

Fonte: Federação Paulista de Futebol.

http://www.futebolpaulista.com.br/clube.php?cod=5&ref=1

Equação Perfeita

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pequeno Dicionário da Gíria do Futebol

  1. Açougueiro: Jogador violento
  2. Alavanca: Utilização das pernas como ponto de apoio e o tronco ou os braços para travar o adversário.
  3. Amistoso: Jogo que não vale pontos para torneio ou campeonato.
  4. Armandinho: Atacante que joga recuado, fugindo da área adversária.
  5. Arquibaldo: Torcedor que costuma comprar ingressos de arquibancada.
  6. Arremate: Chute visando o gol adversário.
  7. Artilheiro: Jogador que marca muitos gols; o que marca mais gols em um time, um jogo ou torneio
  8. Baile: Jogo em que uma equipe domina a outra, à vontade.
  9. Balão: Chute alto sem direção.
  10. Bandeirinha: Auxiliar do juiz que usa uma pequena bandeira para indicar infrações que observou.
  11. Banheira: Impedimento.
  12. Bate - Pronto: Chute dado na bola no momento em que ela toca o chão.
  13. Bicicleta: Jogada na qual o jogador salta e, de costas para a direção em que quer chutar, deita o corpo no ar e joga a bola para trás, por cima da cabeça.
  14. Bicho: Gratificação paga aos jogadores por um resultado favorável em jogo ou torneio.
  15. Bolão: Craque; um jogador de grandes qualidades.
  16. Cabeça-de-bagre:Mau jogador.
  17. Cama-de-gato:Falta na qual o jogador calça com o corpo o adversário que saltou, desequilibrando-o.
  18. Cabeço: Taça.
  19. Carimbar: Atingir violentamente com a bola.
  20. Carrapato: Jogador da defesa que marca de perto o adversário, não se afastando dele um só instante.
  21. Carrinho: Jogada em que, para desarmar o adversário, o jogador se atira com os dois pés em direção à bola, deslizando sobre os calcanhares e com o corpo parcialmente deitado.
  22. Cartola: Dirigente de clube ou entidade.
  23. Catimba: Emprego de recursos pouco esportivos mas de punição difícil, para enervar o adversário e tumultuar o jogo.
  24. Catimbeiro: Jogador manhoso, que faz catimba.
  25. Centrar: Chutar a bola das partes laterais do campo em direção à área adversária.
  26. Cera: Retenção da bola ou simulação de contusão objetivando ganhar tempo.
  27. Chaleira: Puxada, com o calcanhar, da bola que está no ar, atrás do jogador.
  28. Chapéu: Finta em que a bola é passada por cima do adversário e recuperada logo adiante.
  29. Chuveirinho: Passe alto dado sobre a área adversária.
  30. Ciscador: Jogador que dribla e se movimenta muito, mas sem proveito para o time.
  31. Cobra: Jogador famoso, de alto nível técnico.
  32. Coletivo: Treino de conjunto, no qual são formados dois times sob a orientação do técnico.
  33. Corta-luz: Jogada em que para iludir a marcação do adversário, um jogador, na corrida, deixa a bola para um companheiro que sai com ela em direção oposta.
  34. Coveiro: Jogador que atuando muito mal, provoca e derrota seu time.
  35. Craque: Jogador de grandes qualidades técnicas.
  36. Curinga: Jogador capaz de atuar em diversas posições no time.
  37. Dente-de-leite:Categoria de jogadores de sete a doze anos de idade.
  38. Embaixada: Série de toques curtos na bola, sem que ela e o pé toquem o chão.
  39. Escrita: Tradição; tabu.
  40. Estaleiro: Enfermaria.
  41. Fiteiro: Jogador que encena ou exagera contusões.
  42. Folha-seca: Chute com a bola parada, no qual a bola sobe devagar, mas desce rapidamente em curva.
  43. Frango: Falha clamorosa do goleiro, que deixa entrar em sua meta bola de fácil defesa.
  44. Furar: Errar um chute, sem tocar na bola.
  45. Galera: As gerais do estádio; por extensão, a torcida, o povo.
  46. Gandula: Garoto incumbido de buscar e devolver a bola que sai de campo durante o jogo.
  47. Gaveteiro: Aquele que se deixa subornar.
  48. Geraldino: Um torcedor de geral.
  49. Goleada: Jogo vencido por larga margem de gols.
  50. Gramar: Comer grama; sofrer.
  51. Grosso: Inábil, destituído de qualidades técnicas.
  52. Janela: Tempo de carreira; abertura do mercado exterior para transferência de jogadores, se dá em meados de julho-agosto e dezembro-janeiro.
  53. Lanterna: Time que fica em último em um torneio ou campeonato.
  54. Leiteiro: Goleiro de sorte.
  55. Lençol: Lance no qual se faz encobrir o adversário, para recolhê-la mais adiante, mas à distância maior que no chapéu.
  56. Mascarado: Jogador vaidoso, convencido de suas qualidades e que joga com pouco interesse na partida.
  57. Matar: Parar, amortecer (a bola).
  58. Melancia: Passe mal feito.
  59. Olheiro: Observador, espião a serviço de um clube.
  60. Passe: Endereçamento da bola a um companheiro durante o jogo; documento pelo qual um indivíduo cede a um clube a exclusividade de seus serviços de futebolista profissional.
  61. Pelada: Jogo em campo impróprio, com material precário e sem seguir as regras oficiais; jogo de baixo nível técnico.
  62. Perna-de-pau:Jogador medíocre, sem qualidades técnicas.
  63. Pipoqueiro: Jogador que evita os lances mais duros para não se machucar: um jogador medroso.
  64. Ponte: Salto do goleiro para alcançar a bola, com o corpo mais ou menos paralelo à linha de fundo.
  65. Rebolo: Grupo de agremiações que lutam para escapar aos últimos postos e ao rebaixamento à categoria inferior.
  66. Retranca: Sistema de jogo em que o time se fecha na defesa com a maioria de seus jogadores.
  67. Rodada: Série de jogos de um campeonato ou torneio realizados no mesmo dia ou em datas próximas.
  68. Rosca: Chute de efeito, de curva, de forma a fazer a bola girar transversalmente ao sentido do seu deslocamento.
  69. Saco de Pancada:Time que perde de todos ou raramente ganha.
  70. Sanduíche: Infração em que um jogador é prensado por dois adversários.
  71. Sarrafada: Entrada violenta para atingir o adversário.
  72. Sem-pulo: Chute dado na bola antes que ela toque o chão.
  73. Sururu: Conflito; briga generalizada.
  74. Tapa-buraco: Jogador que entra no time em uma emergência.
  75. Tapetão: Sede das federações e dos tribunais esportivos.
  76. Várzea: Campo de futebol amador localizado em terrenos baldios; futebol amador em geral.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Futebol... as histórias dos clubes.

São Paulo

A história do São Paulo começa na virada do século, em 1900, com o Paulistano, time de Friedenreich e primeiro clube a excursionar na Europa (em 1925), mas que não admitia profissionalismo no futebol, assim como a Associação Atlética das Palmeiras. Assim, em 1930, os sócios decidiram fundar o São Paulo da Floresta, incorporando o vermelho e branco do Paulistano e o branco e preto da Associação Atlética das Palmeiras. Logo no seu ano de estreia, o time conseguiu chegar ao vice-campeonato e conquistou o título em 1931. Em 1933, bateu o Santos por 5 a 1 no primeiro jogo do futebol profissional do Brasil.


Com dívidas, o Floresta foi obrigado a se fundir com o Tietê, que decidiu pela extinção do primeiro, em maio de 1935. Porém, um grupo de sócios imediatamente fundou o Clube Atlético São Paulo, que em 16 de dezembro do mesmo ano passaria a se chamar São Paulo Futebol Clube. Houve nova fusão, dessa vez com o Estudante Paulista, time dissidente do Paulistano.

Na década de 40, Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, foi o grande nome do time. Se o primeiro título paulista foi conquistado em 1931, mais cinco foram conquistados em dez anos: 1943, 1945/46 (este de forma invicta), 1948/49. Além de Leônidas da Silva, fizeram nome no São Paulo nesta época Dino Sani, De Sordi e Mauro, nos anos 50; Bellini e Jurandyr, na década de 60; e Gerson, na de 70.

Depois de um período sem títulos nas décadas de 50 e 60 por conta da construção do estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, o time voltaria às glórias em 1977, com a conquista do primeiro Campeonato Brasileiro. Na década seguinte, o clube conseguiu, com os “Menudos do Morumbi", do técnico Cilinho, vencer mais uma vez a competição nacional, mais precisamente no ano de 1986. Depois, com Telê Santana como técnico, chegou ao terceiro título do Brasileiro, em 1991.


Na década de 90, o São Paulo iniciou uma escalada internacional, com a conquista da Copa Libertadores da América de 1992 e de 1993, que culminaram com dois títulos do Mundial Interclubes no Japão. Participaram das conquistas dos anos 80 e 90 jogadores como Waldir Peres, Oscar, Müller, Zetti, Cafu, Careca, Falcão, Leonardo, Raí e, mais recentemente, Rogério Ceni (que já ultrapassou a marca de 800 jogos pelo clube). Depois de dez anos sem conquistas de amplitude nacional ou internacional, a equipe conseguiu se sagrar campeã da Copa Libertadores da América e do Mundo novamente em 2005 e tricampeão brasileiro nos anos de 2006 a 2008.



O apelido de “Mais Querido” provém da época da ditadura, quando foram proibidas manifestações com cores de bandeiras estaduais. O São Paulo então entrou em campo em um jogo com a bandeira que tem as mesmas cores do Estado de São Paulo e foi aplaudido de pé pelo público do estádio, em protesto contra a censura. A camisa e o símbolo foram desenhados pelo alemão Walter Ostrich. As três estrelas vermelhas do centro são do tricampeonato mundial interclubes e as duas douradas dos ouros e recordes olímpicos no salto triplo de Adhemar Ferreira da Silva, em 1952 e 1956.

Em toda sua história, o São Paulo Futebol Clube foi campeão paulista 20 vezes (1943, 1945, 1946, 1948, 1949, 1953, 1957, 1970, 1971, 1975, 1980, 1981, 1985, 1987, 1989, 1991, 1992, 1998, 2000, 2005), supercampeão estadual uma vez (2002), campeão da Taça Rio-São Paulo uma vez (2001), seis vezes campeão brasileiro (1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008), tricmpeão da Copa Libertadores da América e do Mundial Interclubes (1992, 1993 e 2005) e bicampeão da Recopa Sul-Americana (1993 e 1994).

Fonte: Federação Paulista de Futebol.

http://www.futebolpaulista.com.br/clube.php?cod=2&ref=1

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

Resultados da Rodada

DIA 3 - 27ª rodada

Horário Jogo Local
18h30 Corinthians 1 x 3 Atlético-PR Pacaembu
18h30 Santo André 1 x 0 Vitória Bruno José Daniel
18h30 Atlético-MG 2 x 1 Barueri Mineirão

DIA 4 - 27ª rodada

Horário Jogo Local
16h Santos 1 x 3 Palmeiras Vila Belmiro
16h Goiás 1 x 3 Botafogo Serra Dourada
16h Grêmio 3 x 3 Sport Olímpico
18h30 Coritiba x Internacional Couto Pereira
18h30 Flamengo x Fluminense Maracanã
18h30 Avaí x Cruzeiro Ressacada

sábado, 3 de outubro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Caiu na internet...

E agora? O que dizer desse vídeo... video

JOGOS SELEÇÃO BRASILEIRA EM 2009

DATA: 14/11/2009
JOGO: BRASIL X INGLATERRA
COMPETIÇÃO: AMISTOSO
LOCAL: DOHA - CATAR KHALIFA INTERNATIONAL STADIUM

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DATA: 14/10/2009
JOGO: BRASIL X VENEZUELA
COMPETIÇÃO: ELIMINATÓRIAS 2010
LOCAL: (Não informado)

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DATA: 11/10/2009
JOGO: BOLÍVIA X BRASIL
COMPETIÇÃO: ELIMINATÓRIAS 2010
LOCAL: BOLÍVIA

Fonte:site oficial da C.B.F. http://www.cbf.com.br/php/selecao.php?j=2009

A História do Nosso Futebol

Eram uns homens muito sérios, de bigodes enormes e calções largos. Embora morassem no Brasil – mais exatamente em São Paulo – só falavam em inglês. Chamavam o goleiro de Goalkeeper, a bola de ball e o novo jogo que haviam acabado de importar da Inglaterra tinha o nome de foot-ball.

Foi com eles, no final do século passado, que o futebol começou em nosso país. Atualmente, essa é não apenas a maior paixão dos brasileiros como também o esporte mais popular do mundo inteiro.

Naquela época, porém, o futebol não passava de um estranho passatempo de pessoas ricas e elegantes.

Quem visse os jogadores correndo no campo de Várzea do Carmo, na capital paulista, onde em abril de 1895 disputaram a histórica partida inaugural (São Paulo Rallway 4 x 2 Companhia de Gás), sem dúvida acharia graça.

“ - Olha aí!” – exclamaria um expectador sem entender nada. “- Veja se tem cabimento... 22 marmanjos brigando por uma bola!”

“- Por que não dão uma bola para cada um?” – talves sugerisse outro “- Assim eles parariam de brigar!”

Exatamente um ano antes dessa cena, Charles Miller desembarcava no porto de Santos (SP). Estudante paulista filho de ingleses, ele voltava da terra de seus pais, onde fora estudar.

Na sua bagagem Charles trazia duas bolas de futebol e também as regras do jogo que aprendera na Inglaterra. Ele chegara a praticá-lo na equipe do Shouthampton – que por sinal existe até hoje – e achou interessante divulgá-lo por aqui.

Charles Miller teve um papel tão importante para a criação do futebol brasileiro que a praça em frente ao estádio do Pacaembú, em São Paulo, foi batizada com o seu nome. Graças a ele, o jogo em que 22 marmanjos brigavam por uma bola acabou virando um sucesso.

E logo surgiram os primeiros clubes em São Paulo, a Associação Atlética Mackenzie, o Internacional, o Germânia e o São Paulo Athletic. No Rio de Janeiro, o Fluminense.

Só que o começo esses times, ligados a colônias estrangeiras (inglesa e alemã principalmente), só aceitavam jogadores da chamada sociedade. Isto é, rapazes, de boas famílias, brancos, cheios de dinheiro, alunos dos melhores colégios. Se vivesse naquela época, Pelé, por ser afrodescendente e pobre, não conseguiria vaga em nenhuma equipe e seu talento jamais despontaria.

Mas aí aconteceu uma coisa muito interessante. Meninos e marmanjos de todas as classes sociais não demoraram em se entusiasmar com o futebol. Como não podiam jogá-lo nos clubes fechados, improvisavam campinhos nas várzeas que rodeavam as cidades (daí a expressão “futebol de várzea”). E justamente nesses campinhos surgiram ótimos jogadores, cuja fama foi se espalhando.

Enquanto isso os clubes das colônias estrangeira já estavam organizando seus primeiros campeonatos, que se tornavam cada vez mais disputados. E quando perceberam a necessidade de se reforçarem , tratavam de convidar alguns jogadores daqueles campinhos de várzea.

Apesar disso, não se eliminava o preconceito racial. Quer dizer: pobre podia jogar, desde que fosse branco. A história foi mudando lá por 1910, com o aparecimento de um moço cujo pai era alemão e a mãe era uma lavadeira negra. Estamos falando do fantástico mulato Arthur Friedenreich, considerado o Pelé de sua época.

Ele foi o primeiro craque de verdade do Brasil. Graças ao seu gol contra o Uruguai, a seleção brasileira conquistou o campeonato sul-americano de 1919, realizado no Rio de Janeiro.

Com nossa vitória - e com as proezas de Fried, como os torcedores o tratavam - o futebol foi virando uma mania nacional. Ele se organizou com o aparecimento de federações (que reuniam os clubes do mesmo estado) e da CBD (Confederação Brasileira de Desportos), atual CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Como os torcedores já pagavam ingresso e os jogadores queriam ganhar dinheiro, em 1933 é instituido o profissionalismo. O futebol então torna-se um bom negócio, embora nem sempre administrado pelos dirigentes. Em consequência disso são construídos grandes estádios: o São Januário, de propriedade do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro; o Pacaembú, em São Paulo; e finalmente o gigantesco Maracanã, também no Rio de Janeiro, para a realização da Copa do Mundo de 1950.

O futebol brasileiro não parou mais de crescer, até chegar a ser o que é hoje: melhor de todos, um fato reconhecido até pelos nossos adversários dos cinco continentes.

Como se pode ver o mundo mudou muito. Os craques já não são mais os homens de cara séria, não usam bigodões – e jogam e falam na língua que todos nós entendemos.